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Resende: a I Festa da Falacha na tradicional Festa de S. Brás

A I Festa da Falacha está sendo realizada em Resende, Portugal, por ocasião da Festa de São Brás. É uma iniciativa da Junta de Freguesia de Resende para valorizar uma longa tradição da terra. Na ocasião foram entregue certificados de participação aos produtores da Falacha.

A festa aconteceu neste final de semana (31/01 e 01/02) mas se estende até a segunda-feira (02/02) quando se celebra a Festa de S. Brás, na capelinha que lhe é dedicada, perto do lugar de Cimo de Resende.

Mas, afinal o que é a Falacha e qual é a sua história? Quem responde é o padre, historiador e escritor Joaquim Correia Duarte.

“Em séculos passados, sendo muitas as pessoas e pouca a produção de cereais, havia por vezes falta de pão suficiente. A situação agudizava-se quando havia fracas ou más produções de cereais. Era o caso de grandes secas, quando não chovia anos seguidos e não havia água suficiente para regar os campos.

Nessa situação, havendo então no concelho muitos soutos e grande produção de castanhas, tiveram as pessoas a ideia de fazer pão de farinha de castanha para substituir e complementar o pão de farinha de milho, de trigo, de cevada ou de centeio. Mandaram moer as castanhas, amassaram a farinha e fizeram pão de castanha.

Como as bolas ficavam afalachadas, começaram a chamar-lhes ´FALACHAS´. Então, para que a massa não agarrasse no chão do forno e se mantivessem limpas, envolviam-nas em folhas de castanheiro e assim as levavam nos cestos para distribuição e venda.

Nesses tempos, eram pão de subsistência. Hoje, são doces tradicionais.

Como, nesta altura do ano, as castanhas já estavam secas (eram secas nos caniços que havia em cima das lareiras, onde se fazia calor e fumo) e, como havia um grande ajuntamento de pessoas no lugar da capelinha de S. Brás para celebrarem a sua memória e pedirem a sua intercessão junto de Deus, sobretudo em doenças de garganta, lembraram-se algumas senhoras, sobretudo dos lugares de Cimo de Resende e de Vinhós, de levar para lá cestos de falachas, e assim angariarem algum dinheiro.

Como nesses tempos já não se fabricavam falachas em casa, elas tornaram-se uma iguaria interessante para levar de recordação a quem não ia ao S. Brás. E assim nasceu a tradição, que continua, felizmente.”

Veja aqui um poema sobre as Falachas de S. Brás 

Veja aqui mais fotos sobre a Festa das Falachas

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