Os 36 anos do maior acidente aéreo registrado em Portugal, que aconteceu na ilha de Santa Maria, Açores, em 8 de fevereiro, é o principal destaque da edição de Fevereiro do jornal O Baluarte de Santa Maria. Um Boeing 707, da Independent Air, com 144 pessoas a bordo, se despencou no Pico Alto. O avião provinha de Bergamo, na Itália, e tinha como destino a República Dominicana, nas Caraíbas. Na altura do acidente, a aeronave preparava-se para fazer uma escala técnica no aeroporto de Santa Maria.

As causas do acidente nunca foram totalmente conhecidas, mas os relatórios da época dão conta de “Duplo Erro Humano”. O erro primordial terá sido do piloto, mas foram também levantadas suspeitas de que tivesse havido erro por parte do controlador. Atualmente, o que pode ser visto como marco do que ali aconteceu são os memoriais que foram erguidos, pelas famílias e pela embaixada, como forma de honrar os que lá perderam as suas vidas.

Outro destaque de capa é a iniciativa “A educação numa visão de futuro”, promovida, no início de fevereiro, pela Federação de Associações de Pais e Encarregados de Educação dos Açores (FAPA). Foram três momentos diferentes, envolvendo alunos do terceiro ciclo, alunos de secundário e, para terminar, uma palestra aberta a toda a população. Para Maria do Rosário Figueiredo, diretora da FAPA, “a educação não é um assunto que deve ser pensado apenas dentro dos portões da escola, mas fora deles, porque estamos a preparar jovens para trabalhar na sociedade”.

E ainda o I Congresso de Ovinocultura e Caprinocultura dos Açores, que aconteceu em Santa Maria. O encontro, organizado pela Associação Regional dos Criadores de Caprinos e Ovinos (ARCOA), aconteceu no final do mês de janeiro, na Biblioteca Municipal de Vila do Porto. O principal objetivo é o desenvolvimento sustentável desta produção, para que possa ser rentável a quem a ela se dedica. Foram abordados temas como bem-estar e sanidade animal, produção de carne e de leite de pequenos ruminantes e transformação de produtos lácteos, valorizando os produtos regionais como a carne de borrego e o queijo de ovelha. Mas também se apelou à inovação para melhoria do produto que os criadores apresentam aos consumidores. Uma artista plástica convidada demonstrou a versatilidade da lã de ovelha, uma matéria-prima de excelência.

O último destaque mostrou que o presidente da Associação Cultural Maré de Agosto, Rui Jorge Parece Baptista, foi recebido em audiência pelo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro. Na ocasião, o líder do executivo açoriano destacou o papel da associação na promoção cultural da ilha de Santa Maria e na projeção dos Açores a  nível internacional. O governante reconheceu o impacto do Festival Maré de Agosto, não só enquanto evento de referência no panorama musical açoriano, mas também como impulsionador da economia local, sobretudo no setor de turismo.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *